Pular para o conteúdo principal

O PODER DE JESUS É O SEU AMOR

A Bíblia nos diz com todas as letras em 1 Jo 4.16 que “Deus é amor!”.

O amor não é um atributo de Deus, entre outros, o amor é a própria essência de Deus. Deus é todo Amor. O amor não é uma faceta de Deus. É todo Deus! Deus não tem amor, Deus não age com amor. Deus é amor!

Deus não deixa o seu amor em standby para exercer qualquer atributo seu. Deus não faz nada sem o amor, senão estaria se anulando; Deus nada pode sem o amor, porque o amor é Ele!

Dessa forma todos os atributos de Deus, são atributos do amor. Ou seja: todo atributo que eu uso para Deus, eu devo usar para o seu Amor.

Se Deus é onipotente (e sem dúvida é!), o amor de Deus é onipotente, porque Deus é amor. Se Deus é infinito (e é!) eu preciso afirmar que o amor de Deus é infinito, pois Deus é amor. Dizer que Deus é soberano é dizer que o Amor é soberano.

O contrário também é verdade: as qualidades e movimentos do Amor são usados também para Deus. O Amor tudo suporta – Deus tudo suporta; o Amor tudo crer – Deus tudo crer.

Dizer que o Amor é paciente é dizer que Deus é paciente. No verso 6 de 1Co 13 “o amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”, nós podemos substituir a palavra “amor” por “Deus”.

Alguns atributos de Deus podem ser mais bem entendidos, desembaçados, quando fazemos esse exercício. Por exemplo:

Pense na frase “Deus é Todo-Poderoso”. Agora pense na frase “o Amor é Todo-Poderoso”. Responda a si mesmo: a palavra “Todo-Poderoso” sofreu alguma variação da primeira frase para a segunda frase?

Parece-me que, na cabeça de alguns, dizer que “Deus é Todo-Poderoso” é dizer que ele tem uma força, um poder devastador. Mas dizer que “o Amor é Todo-Poderoso” é dizer que o Amor de Deus não enfraquece e tem o poder para se doar, acolher e vencer até mesmo a morte!

Um dos atributos que mais falam de Deus é o seu poder. Mas o poder de Deus é o seu amor, e ninguém ama sem se tornar vulnerável. O poder de Deus é a sua “fraqueza”; a “fraqueza” de Deus é o seu poder!

Márcio Cardoso

Comentários

Diego Cosmo disse…
E ai Marcio, a quanto tempo! rsr

Achei esse texto do Fiódor Dostoiévski a sua cara, que é na verdade um trecho dum livro dele.

http://dcosmo.blogspot.com/2010/10/o-todo-poderoso.html

Postagens mais visitadas deste blog

A Inveja da Morte

"A inveja da Morte" faz parte de um Pocket show autora que chamei de Poema Musical "O Amor em 5 atos". Essa obra canta algumas das estações de um relacionamento que vai desde a paixão, encontra a maturidade, enfrenta o medo da morte, passa pelos desencontros e celebra o objeto de amor. Em meu canal do YouTube você pode assistir as outras canções. Espero que goste! https://www.youtube.com/watch?v=24Kl-H5_mWI

Sobre versões originais a respeito de Deus.

Percebi algo na relação fãs - artistas que reflete a tendência da grande maioria de cristalizar conhecimento, congelar versões e endeusar dogmas. A primeira versão de um intérprete/cantor é recebida como "versão original" - o que já é uma sina. Para os fãs essa versão é incorrigível, definitiva e insuperável. Mas não somente a versão que por vir a fazer um outro intérprete da mesma obra é mal vinda. Se o mesmo intérprete ousa fazer uma nova gravação de sua versão original, variando no andamento , melodia, frases rítmicas os fãs o criticam. O que acontece? Os fãs se afeiçoam de tal maneira à "versão original", que ousam limitar a cosmovisão, a imaginação e liberdade do artista! É quando a obra fica maior do que o artista, negativamente falando! Ora, não peça a um artista que ele reproduza, que seja um genérico de si mesmo. Uma ofensa imperdoável. Penso que essa tendência também se evidencia nas relações: "eu não te conheci assim!", "você mud...

Recorte de Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski.

- Piedade! Por que ter piedade de mim? – berrou de súbito Marmieládov, levantando-se de braço estirado para a frente, com uma inspiração firme, como se estivesse apenas esperando tais palavras. – Porque piedade? perguntas tu. Sim! Não há por que ter piedade de mim! O que é preciso é me crucificar, me pendurar numa cruz, e não ter piedade! Mas crucifica, juiz, crucifica, e depois de crucificar tem piedade dele! E então eu mesmo te procurarei para ser crucificado, pois não é de alegria que tenho sede, mas de tristeza e lágrimas!... Pensas tu, vendeiro, que essa tua meia garrafa me trouxe prazer? Tristeza, foi tristeza que procurei no seu fundo, tristeza e lágrimas, e as provei, e encontrei; terá piedade de nós aquele que teve piedade de todos e que a todos e tudo compreendeu, Ele é o único e também o juiz Ele voltará no dia do juízo e perguntará: “Onde está a filha [prostituta] que se sacrificou por uma madrasta má e tísica, por crianças estranhas e pequenas? Onde está a filha que teve p...